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Fábio Jr. e Fiuk: "Nosso amor é um caminho com volta"

Os dois passaram por muitas dificuldades na relação de pai e filho. Porém, hoje, a admiração é mútua e os dois são só elogios entre si

Por Tainá Goulart

A semelhança entre Fábio Júnior, 63 anos, e o filho, o cantor e ator Fiuk, 26, realmente impressiona. Além dos traços obviamente parecidos, a dupla possui o mesmo jeito de arrumar os cabelos, fez escolhas profissionais semelhantes e até a maneira de fazer brincadeiras demonstram pura conexão. “O Filipe me mostrou uma foto dele e eu achei que era eu. Quando vi a minha confusão, comecei a chorar, foi emocionante”, relembra o pai, que dá um abraço apertado no rapaz, durante a sessão de fotos exclusiva para CONTIGO!. Mesmo que a última vez que posaram juntos tenha sido em 2012, a dupla mostra sintonia entre um clique e outro. “Enquanto a gente se abraça na foto, você pode demorar a eternidade que quiser”, disse o hoje tido como pai-herói. Porém, estar ligado ao cantor nem sempre foi motivo de orgulho para Fiuk, cuja adolescência foi repleta de conflitos e negações. “Não aguentava mais as pessoas apontando para mim dizendo eu ser a cara do meu pai. Passei a me comportar diferente de tudo que falavam ser parecido com ele. E a sua ausência me machucava muito também, tanto que associei a música dele a uma coisa ruim. O bom é que nosso amor é um caminho com volta e, hoje, sou eu quem recebe ligação para voltar para casa”, brinca o protagonista de A Força do Querer (Globo). Confira o papo especial de Dia dos Pais!


A foto do abraço foi inspirada em uma outra tirada durante um show de Fiuk. "Ela fica na cozinha, para comer olhando para ela", diz Fábio

Longe das câmeras, vocês também são carinhosos um com o outro?
Fábio – Nós somos muito do toque, do abraço, carinho, dou muito beijos em todos os meus filhos (além de Fiuk, ele é pai de Cléo, 34, Tainá, 31, Krizia, 30, e Záion, 8). Sou um típico pai coruja, gosto de ter eles por perto, falo ‘eu te amo’ todos os dias… Acabei conhecendo muito mais os meus filhos assim. Hoje, sei como cada um está só de ouvir a voz. 
Fiuk – A gente demorou um tempo para criar o laço que temos hoje. Como qualquer família, nós também tivemos nossas brigas e situações complicadas, principalmente pela ausência dele. Porém, todas as dificuldades serviram para fortalecer a nossa relação e, hoje, não troco ela por nada neste mundo. 

Como lidaram com a distância?
Fiuk – Na adolescência, toda vez que me falavam ‘filho de peixe, peixinho é’, eu ficava muito bravo. Queria me afastar de tudo ligado à música, pois era ela quem fazia meu pai ficar longe da gente. Fiquei um tempo sem falar com ele, mas, claro, era jovem e não entendia as coisas direito. 
Fábio – Foi um período muito difícil da minha vida. Fui um pai ausente, pois precisava trabalhar para dar o melhor para eles. A carreira era intensa e viajava muito, não tinha tempo para ficar de fato em casa.


Pai e filho posaram com exclusividade para CONTIGO!. A última vez que isso aconteceu foi em 2012, para uma revista de bordo

Quem deu o primeiro passo para reatar a relação? 
Fábio – Foi o Filipe, com certeza! Eu estava com o coração muito apertado com aquela situação toda, estava fora de mim. O esforço que fiz foi muito grande para poder ficar firme e esperar um movimento dele.
Fiuk – Meu pai é mais jogo duro que eu, até parece ser o filho. Mas valeu muito a pena, vi que o amor é, realmente, mais forte que tudo. Aliás, o nosso amor é um caminho com volta. Acho que não teria entendido o grande valor disso se não tivéssemos passado por esse período.

Que erros você não gostaria que o Fiuk cometesse? 
Fiuk – Ele tenta corrigir alguma coisa que, na cabeça dele, é um erro. Porém, não dá, somos iguais!
Fábio – Calma… eu digo para você imitar apenas o meu lado bom (risos)! Quando tiver a própria família, ele vai precisar passar pela ausência, por exemplo, pois foi uma escolha que ele fez para a vida dele. O bom de ser meu filho é saber como lidar melhor quando acontecer.


O filho conta que já livrou o pai de muita ligação de fã. "Se eu contasse tudo que já passei, seriam vários livros (risos)"

Qual é o custo de ser pai e filho um do outro? 
Fábio – O custo de ser pai do Filipe e dos outros é ter uma preocupação constante. Eu nunca durmo em paz, sempre fico pensando neles.Depois que você tem filhos, o sono nunca mais é o mesmo. Ainda mais com essa história de fazer drift (técnica de dirigir carros deslizando e derrapando pela pista praticada por Fiuk), isso me dá ataques cardíacos!
Fiuk– Pai, você está me devendo uma volta, até a Xuxa já andou comigo! Mas o meu custo maior mesmo é a ausência. Mas quando eu entendi o que eu queria fazer da vida, eu acabei acalmando. Tem gente que inventa coisa do meu pai e eu o defendo com unhas e dentes.

Fábio, você usou algum conselho do seu pai para criar os seus filhos? 
Fábio – Não sei se um conselho literal, mas meu pai (sr. Antônio, morto em 1982) sempre me dava uns toques que foram para todos. Eu e meu velho conversávamos escondido, pois ele e minha mãe eram separados e tinha uma coisa de tomar partido. Hoje, tento conversar com os meninos, principalmente para não casar cedo. Deu certo, pois o Filipe tem 26 e não tem nem filhos (risos)
Fiuk – Nem o filho da novela é meu, ou seja, a reza foi boa! Mas, eu quero ser pai logo, só falta engravidar!
Fábio – Você tem noção da responsabilidade? Não é fácil criar uma criança, não! Porém, eu acho que ele vai ser um pai muito carinhoso, apegado e bastante dedicado.


Na sala onde ficam os discos da extensa e premiada carreira do cantor (ao todo, são 27 álbuns gravados), em sua casa, em Alphaville, São Paulo
 
E o Fábio como avô, você imagina como seria, Fiuk? 
Fiuk – Ele vai ser um avozão! Vai fazer muita zoeira com todos. Porém, aposto que vai ser aqueles que desmontam e voltam a ser crianças! 
Fábio –Vou desorientar todos os meus netos. Quando eles passarem férias aqui em casa, vão voltar todos virados, capetinhas... 

E, depois de tudo que vocês passaram, o que mais admiram um no outro? 
Fábio – O caráter dele, a vontade de correr atrás dos sonhos, a certeza que tem nos objetivos. O respeito que ele tem com a gente, o jeito amoroso, generoso, honesto. Brinco com ele que ser deste jeito não é virtude, é, sim, uma obrigação. Tenho um orgulho imenso de ser pai dele.
Fiuk – Faço das minhas palavras as dele. Ele tem uma coragem enorme, de ter passado por muita coisa e ainda estar de pé. Ele é um cara gigantescamente generoso e é o que eu quero ser a vida toda. Obrigado por ser meu pai!

 
Uma foto das cinco 'crias', como o pai coruja costuma falar: Tainá, Záion, Filipe, Cléo e Krizia
13/08/2017 - 15:00

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